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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Edarbi aprovado para o tratamento de hipertensão severa nos Estados Unidos

Edarbi (olmesartana azilsartan) para o tratamento de hipertensão em adultos foi aprovado pelo FDA nos EUA. O FDA diz que aprovou Edarbi após examinar os dados de estudos clínicos que demonstraram claramente superior eficácia quando comparado com dois medicamentos aprovados anteriormente, Benicar (olmesartana) e Diovan (valsartan).
Norman Stockbridge, Ph.D. e diretor da Divisão de Cirurgia Cardiovascular e Medicamentos Renais do FDA explicou que um número muito grande de indivíduos com hipertensão não apresentam sintomas até apresetarem danos ao corpo. Segundo ele a hipertensão é um "assassino silencioso".
Stockbridge acrescentou: "A pressão arterial elevada continua a ser insuficientemente controlada em muitas pessoas diagnosticadas com a doença. Portanto, uma variedade de opções de tratamento é importante."
A dose recomendada Edarbi será fixada em 80 mg uma vez ao dia. Terão apresetações de 80mg e 40mg por comprimido. A dosagem de 40mg será administrada para pacientes que tomam diuréticos em altas doses para reduzir os seus níveis de sal.
A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias. Uma pressão arterial alta prolongada pode danificar os vasos sangüíneos. Aproximadamente 30% da população adulta americana sofre de pressão alta (cerca de 75 milhões de pessoas). Essas pessoas têm riscos maiores para terem ataques cardíaco, insuficiência renal, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e morte precoce. Quase um bilhão de pessoas são estimadas para ter hipertensão no mundo. Especialistas dizem que este número provavelmente chegará a 1,5 bilhões nos próximos quinze anos.
Edarbi faz a sua ação ao bloquear a ação da angiotensina II nos seus receptores. Quando a angiotensina II age com o seu receptor é provocada vasoconstrição dos vasos sanguíneos.
Os efeitos colaterais experimentados por pacientes que tomam Edarbi em estudos clínicos não foram diferentes das do grupo controle (em um placebo).
A Edarbi não é aconselhado para mulheres grávidas. Isto devido a um risco de ferimento e morte do feto em desenvolvimento durante o segundo e terceiro trimestres. Qualquer paciente do sexo feminino em tratamento de hipertensão com Edarbi deve parar de tomá-la imediatamente e informar o seu médico.

Taxa de Obesidade por País 2009 (Fonte: The Economist)

Para melhor visualização basta clicar na imagem.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Em Londres, sorvete de leite humano vira sucesso instantâneo de vendas

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Uma loja londrina está vendendo uma sobremesa incomum: sorvete feito de leite materno.
A sorveteria moderninha Icecreamists afirma que o novo sabor, batizado de Baby Gaga, esgotou no primeiro dia de vendas, ontem.
Para conseguir a matéria-prima, a loja colocou anúncios em um fórum de mães na internet, procurando mulheres dispostas a vender leite materno. Victoria Hiley, 35, foi uma das 15 que responderam. Todas elas foram submetidas a exames de saúde antes da "ordenha".
Hiley trabalha com mulheres que têm dificuldades para amamentar. Ela acredita que se os adultos percebessem como o leite materno é gostoso, mães de primeira viagem estariam mais dispostas a amamentar seus bebês.
"O que pode ser mais natural e fresco do que leite materno? E qual é o mal em usar meu patrimônio para ganhar um dinheiro extra?"
Ela afirma que o sorvete "derrete na boca". Para o preparo, o leite é pasteurizado e misturado com favas de baunilha e raspas de limão. O doce vem numa taça de martíni e custa 14 libras (R$ 30).

Mais detalhes: Folha de São Paulo 26/02/2011

Na Inglaterra não existe lei que proiba o comércio de leite humano. Onde vamos chegar?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Limite de carne vermelha para reduzir o risco de câncer de intestino

As pessoas devem limitar seu consumo de carne vermelha e processada ao máximo 70g/dia. Isto ajuda a reduzir o risco de câncer de intestino. Isto é uma recomendação do Departamento de Saúde da Inglaterra.
Por carne vermelha entende-se carne de carneiro, bovina e suína; mais carne picada ou de miudezas dos mesmos animais. Exemplos de carne processada incluem: bacon, presunto, patês, hambúrgueres, salsichas, carne enlatada e salame. A 70g se refere ao peso cozidos, quando a carne é cozida, ela perde muita água, assim, por exemplo, cerca de 130g de carne crua, torna-se 90g quando é cozinhado.
Esta é a primeira vez que o governo britânico emitiu este parecer. Segue a publicação de um novo relatório do Comitê Científico Consultivo em Nutrição (CSN), que revisou as evidências até agora sobre as ligações entre o consumo de carnes vermelhas e processadas e risco de câncer colo-retal ou intestino.
O relatório concluiu que comer carne vermelha e processada provavelmente aumenta o risco de desenvolver câncer de intestino. As pessoas que comem em média 90g por dia ou mais deve considerar a possibilidade de reduzir para baixo a uma média de 70g por dia ou menos.
A CSN também estima que a redução de consumos para uma média de 70g por dia na população adulta, provocará aumento de pessoas com déficit de absorção de ferro.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mulher em período fértil atrai solteiros e repele "casados"

Mulher em período fértil atrai solteiros e repele "casados"
Em estudo, homem comprometido responde de forma negativa aos sinais da ovulação, como o cheiro da fêmea
Pesquisa busca "razão biológica" da fidelidade; para psiquiatra, valores culturais influenciam resposta sexual
IARA BIDERMAN
DE SÃO PAULO
Uma nova pesquisa joga um balde de água fria em quem justifica a infidelidade como "natural". Segundo um experimento da Universidade da Flórida, a fidelidade também pode ser explicada pela biologia.
Os coordenadores do estudo, Saul Miller e Jon Maner, mostraram que sinais de que uma mulher está em período fértil, como mudança de cheiro, são percebidos pelo homem. Mas, se ele for comprometido, em vez de atração, ele tende a rejeitar os sinais em uma desconhecida.
PICO FÉRTIL
Pesquisas anteriores já apontaram a relação entre pico fértil da mulher e resposta masculina. Um estudo feito em 2007 com dançarinas de striptease mostrou que as gorjetas aumentavam quando elas estavam ovulando.
"No pico de fertilidade, o aumento do estrogênio deixa a mulher mais lubrificada, com mais brilho na pele. O cheiro do corpo também muda de forma sutil, mas que é percebida pelo homem", diz a endocrinologista Vânia Assaly, membro da International Hormone Society.
A reação fisiológica do macho é responder com excitação sexual e partir para o bote. Mas, se isso significa pular a cerca, outras reações biológicas podem entrar em jogo, especulam pesquisadores.
No trabalho da Flórida, uma jovem frequentou o laboratório de psicologia social por vários meses. Os homens participantes classificaram o grau de atratividade da moça. A maioria dos desimpedidos a considerou mais atraente nos períodos férteis. Os que estavam em relacionamentos românticos a acharam menos atraente justamente nessas fases.
"Parece que os homens estavam de fato tentando afastar qualquer tentação que pudessem sentir diante da mulher que estava ovulando", disse o psicólogo Maner.
Para Assaly, isso mostra como condições sociais modulam a ação hormonal.
"A presença da mulher fértil aumenta a produção de hormônios sexuais no homem, como testosterona.
Mas a consciência e a memória desencadeiam a produção de outros hormônios, como ocitocina, que trabalham contra a ameaça ao vínculo amoroso."
Para o psiquiatra Luiz Cushnir, do grupo de estudos de gêneros do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior valor desse tipo de pesquisa é possibilitar reflexões.
"Relacionamentos são multifatoriais e o ser humano tem grande repertório emocional, ao contrário dos animais. Valores socioculturais influenciam a resposta sexual e podem ter repercussão bioquímica. Mas não dá para reduzir tudo à biologia."

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Grupo pró-emagrecedor dá última cartada

Hoje, em Brasília, membros de sociedades médicas argumentam contra a proibição de inibidores de apetite

Debate convocado por Vigilância Sanitária terá representantes do Ministério da Saúde e do setor farmacêutico
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Especialistas apresentam hoje a última cartada contra o veto aos inibidores de apetite, na audiência organizada pela Anvisa, em Brasília.
Os médicos se organizaram para tentar rebater os principais argumentos do parecer técnico da agência, que justifica o cancelamento de registro dos remédios.
Sete representantes da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e da Abeso (associação para estudo da obesidade) estarão presentes.
Também confirmaram presença um representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a presidente da Anfarmag (associação nacional das farmácias de manipulação) e o vice-presidente do Sindusfarma (sindicato da indústria farmacêutica).
Todos são contra a proibição dos medicamentos.
"Terá pouco espaço formal para os especialistas falarem, por isso estamos levando vários representantes. Isso aumenta a chance de nos manifestarmos", diz Ricardo Meirelles, presidente da Sbem e representante da Associação Médica Brasileira.
A Anvisa divulgou parecer que reúne dados de estudos científicos e pede que sejam retirados do mercado remédios com sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol. O argumento principal é que a baixa eficácia não justifica os riscos.
"Quero ter a chance de rebater vários pontos do relatório. Há dados de efeitos colaterais que não sabemos de onde eles tiraram", afirma Rosana Radominski, presidente da Abeso.

O DEBATEA audiência terá três blocos. No primeiro, dois representantes da Anvisa terão 40 minutos. No segundo, haverá um debate de 40 minutos com a participação de quatro representantes, três de sociedades e um do Ministério da Saúde. Cada um terá dez minutos. Por fim, a plateia pode se manifestar.
Ricardo Meirelles vai fazer sua defesa baseado em documento feito por Sbem e Abeso em 2010. "Há interpretações erradas no parecer da Anvisa. Qualquer perda de peso é importante. Um medicamento que ajuda a perder 5% do peso já é eficaz."
Maria do Carmo Garcez, presidente da Anfarmag, vai falar sobre o impacto da proibição, que, diz ela, pode afetar 40 milhões de pessoas.
O sanitarista José Ruben Bonfim, coordenador da Sobravime (Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos), é a favor da proibição e, no debate, deve usar dados de um parecer feito pela entidade em 2007.
"Essa decisão já deveria ter sido tomada. Não existe um argumento científico que sustente o uso desses remédios", afirma Bonfim.
A audiência será transmitida ao vivo no site da Anvisa (portal.anvisa.gov.br), a partir das 9h.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Remédios para diabetes e hipertensão poderão ser isentos de tributos

Remédios para diabetes e hipertensão poderão ser isentos de tributos

Arquivo - Gilberto Nascimento
Sandes Júnior quer reduzir preço dos medicamentos.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 108/11, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que isenta de todos os tributos federais, inclusive contribuições e taxas, os medicamentos utilizados no tratamento de diabetes e hipertensão. A proposta é idêntica ao Projeto de lei 6900/10, do ex-deputado Albano Franco, que chegou a ser aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família, mas foi arquivado no fim da legislaturaEspaço de tempo durante o qual os legisladores exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de quatro anos. passada.
O objetivo do projeto é reduzir o preço dos remédios e ampliar o acesso da população ao tratamento. Sandes Júnior aponta que, de acordo com as estatísticas das Sociedades Brasileiras de Hipertensão e Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, há no Brasil 30 milhões de hipertensos e 21 milhões de diabéticos.
Tramitação
O projeto ainda será distribuído às comissões técnicas da Câmara.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Carol Siqueira
Edição - Daniella Cronemberger

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