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terça-feira, 31 de maio de 2011

Dia Mundial Sem Tabaco

No dia mundial sem tabaco a preocupação em Ponta Porã, cidade brasileira que fica ao lado de Pedro Juan Caballero, Paraguai, é com o grande consumo de cigarros contrabandeados.

Pelas ruas de Pedro Juan Caballero, cigarros são vendidos nas ruas sem nenhuma fiscalização. O problema é que boa parte acaba cruzando a fronteira e consumida no lado brasileiro.

A facilidade em atravessar a fronteira é tanta que este ano já foram apreendidos mais de quatro milhões de reais em cigarros trazidos do país vizinho. Um número três vezes maior em relações ao volume apreendido em 2010. No pátio da receita federal, falta espaço para tanto cigarro.

Segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), no Paraguai funcionam cerca de cinquenta fábricas de cigarros. Boa parte da produção é enviada ao Brasil clandestinamente.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrrêncial (Etco), trinta por cento dos cigarros consumidos no Brasil são contrabandeados do Paraguai. Um problema que acaba refletindo, também, nas finanças públicas. O governo brasileiro deixa de arrecadar R$ 1,4 bilhão por ano em impostos.

Saúde em risco
Os problemas gerados pela concorrência ilegal vão além da questão tributária. O cigarro se tornou também um problema de saúde pública em Ponta Porã. No Centro de Apoio Psicossocial (Caps) da cidade, mais de setecentos dependentes fazem tratamento para deixar o vício.

O consumo de cigarro – que já não é recomendado pelos médicos – pode provocar danos ainda maiores à saúde se o produto for de origem desconhecida e produzido sem fiscalização. É o que revela um estudo realizado pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação que detectou a presença de vários elementos estranhos em amostras de cigarros contrabandeados.

Foram encontrados capim, limalha de ferro, grãos de areia, pedaços de barbante, asas de inseto, fios de cabelo, fumo verde ou mofado, teores de nicotina e alcatrão acima dos permitidos e até inseticidas proibidos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Marinha reabre 95 vagas para profissionais da área de saúde


Veja no site: https://www.ensino.mar.mil.br/marinha/index_concursos.jsp?id_concurso=233

Pizza brasileira é salgada e gordurosa demais, diz Instituto de defesa do consumidor

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
 
As pizzas vendidas no Brasil apresentam quantidades elevadas de sódio e gorduras saturadas, aponta o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). O instituto pesquisou cinco marcas: Pizza Hut, Domino’s, Sadia, Perdigão e Dr. Oetker em 17 sabores diferentes.
Foram analisadas 433 pizzas e o resultado não é nada animador. O Idec constatou que nenhuma das pizzas analisadas tem limites considerados saudáveis de sódio e gordura. O maior teor de sódio foi encontrado na pizza de calabresa da Domino`s (1.098 mg por porção).
Já em relação às gorduras saturadas, a campeã foi a de quatro queijos da Sadia (5,8 g por porção). Por outro lado, a marguerita da Domino`s e a marguerita da Perdigão apresentaram a quantidade mais baixa de gorduras (2 g), e a de mozarela da Domino`s é a que possui menos sódio (192 mg).
Entre os quatro sabores principais (calabresa, mozarela, quatro queijos e marguerita), as de calabresa são as que mais excedem o teor de sódio - todas receberam pontuação máxima, com exceção da Dr. Oetker, que apresenta 421 mg. Já quando o assunto são as gorduras, as de mozarela são as menos saudáveis. O único sabor que não apresenta nenhuma classificação vermelha é a marguerita.
Já por marcas, a Domino's apresenta os maiores índices gerais de sódio e gordura, sendo que a pizza Imperium Giga tem em 1 fatia de 214g,
609 calorias, 18g de gordura (ou 81% da necessidade diária) e 2001mg de sódio (83% do indicado),
Das sete pizzas analisadas da Sadia, 4 estavam com quantidade excessiva. Das 12 da Perdigão, 9 levaram cartão vermelho. Já das seis pizzas da Dr. Oetker só a de peperoni possuiu altos índices de sódio, mas ainda assim bem menor do que das outras marcas.
A pesquisa também verificou que as informações nutricionais não são apresentadas na embalagem de maneira clara para os consumidores. Essa constatação aponta a necessidade de revisão da legislação que regulamenta a rotulagem nutricional dos produtos comercializados no Brasil e também de ampliação dos programas de fiscalização.
Pesquisa foi feita em diversos países
Numa tentativa de alertar as pessoas a respeito do alto consumo de sódio, a World Action on Salt and Health (Wash) - grupo constituído por profissionais de 81 países com o objetivo de melhorar a saúde da população a partir da redução do consumo de sal - analisou 530 tipos de pizzas disponíveis em cadeias de fast-food e em supermercados de dez países: África do Sul, Austrália, Canadá, Costa Rica, Estados Unidos, Finlândia, Japão, Malásia, Nova Zelândia e Reino Unido.

A pesquisa da Wash constatou que produtos do mesmo sabor e de uma mesma rede podem apresentar diferenças na quantidade de sal em países distintos. A havaiana da Pizza Hut (pizza de abacaxi com presunto) na Nova Zelândia, por exemplo, contém o dobro de sal que a comercializada no Canadá.
Mesmo assim, nenhuma pizza avaliada se enquadrou na classificação verde do Traffic Light Labelling (Semáforo Nutricional) da Food Standards Agency (departamento governamental do Reino Unido), que visa a proteção da saúde e dos interesses do consumidor relacionados à alimentação.
O método consiste na utilização das cores do semáforo para informar os teores de açúcares, gorduras saturadas e sódio existentes nos produtos, facilitando, assim, o reconhecimento de alimentos ricos nesses nutrientes (vermelho), aqueles que merecem atenção (amarelo) e os que apresentam quantidades que atendem às recomendações estabelecidas (verde).
A pesquisa do Idec usou o mesmo padrão.

Para mais informações: http://migre.me/4FSRi

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Câmara proíbe venda de drogas psicotrópicas a crianças e adolescentes


A relatora, Sandra Rosado, apresentou parecer favorável à proposta.A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira a inclusão, na lista de produtos cuja venda é proibida a crianças e adolescentes, das drogas psicotrópicas depressivas, estimulantes ou perturbadoras do sistema nervoso central; dos esteroides anabolizantes; e das substâncias de efeitos análogos ao das bebidas alcoólicas.

A medida consta do Projeto de Lei 2716/07, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90). O ECA já proíbe, de forma genérica, a venda de "produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida".

Como havia sido aprovado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Seguridade Social e Família, o projeto seguirá para o Senado, caso não haja recurso para que seja votado pelo Plenário.

Outras proibições
A relatora, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), apresentou parecer pela constitucionalidade da matéria e de emenda da Comissão de Seguridade Social e Família, com substitutivo de redação, que não altera o conteúdo da proposta.

Atualmente, o ECA já proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas, armas, munições, fogos de artifício, bilhetes lotéricos, revistas pornográficas, entre outros produtos. E a emenda da comissão de Seguridade acrescentou o cigarro à lista de produtos cuja comercialização é proibida a menores.

FONTE: www.camara.gov.br

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Grupo brasileiro mostra como corpo reconhece bactéria da tuberculose


Pesquisa foi feita com a 'Mycobacterium avium', parente da 'M. tuberculosis'.
Descoberta ajuda na produção de novos medicamentos, diz pesquisador.
Tadeu Meniconi

imprimir Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou como as células do hospedeiro reconhecem a Mycobacterium avium, bactéria que pertence ao mesmo gênero das que causam a tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) e a hanseníase (Mycobacterium leprae).

Os resultados do estudo foram publicados pela revista "Infection and Immunity", da Sociedade Americana de Microbiologia.

A M. avium pode causar tuberculose em pessoas com problemas de imunidade – HIV positivos, por exemplo. Contudo, a importância da descoberta é a potencial aplicação em relação aos parentes mais perigosos da bactéria.

O imunologista Sérgio Costa Oliveira, autor principal da pesquisa, diz que a pesquisa é feita com a M. avium porque ela exige um controle menos rígido de biossegurança, mas que o comportamento das bactérias do mesmo gênero é muito parecido.

“É presumível que ela (a descoberta) vá funcionar também para a bactéria da tuberculose”, afirmou o professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG.

As células do corpo do hospedeiro possuem uma proteína chamada TLR9. Nas células do sistema imunológico, é esse receptor que consegue reconhecer o DNA da bactéria invasora. Segundo o pesquisador, compreender o processo é importante para que, no futuro, seja possível desenvolver novos medicamentos contra as doenças relacionadas ao micro-organismo.

“O próximo passo seria formular compostos que possam fazer parte de uma droga que venha a ser utilizada como um processo terapêutico”, disse Oliveira. “Seria preciso um trabalho de interação com a área da farmácia”, acrescentou.

A pesquisa teve origem no projeto de doutorado da pesquisadora Natália Barbosa Carvalho, orientada por Oliveira na própria UFMG.

FONTE: G1

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MS e ABIA fazem acordo para redução de sal nos alimentos


Na data de comemoração do Dia Mundial da Saúde (7 de abril de 2011), o governo federal reforçou as ações para a promoção de hábitos de vida saudáveis. O termo de compromisso assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelas associações que representam os produtores de alimentos processados – estabelece um plano de redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas.

O objetivo é reduzir o consumo excessivo de sal (cerca de 40% do sal é composto de sódio), que está associado a uma série de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, problemas renais e cânceres. “Este acordo com a indústria alimentícia representa um passo fundamental para que seja atingida a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020”, diz o ministro Padilha.

O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014. No caso das massas instantâneas, a quantidade fica limitada a 1.920,7 miligramas (ou 1,9 grama), até 2012. Isso representa uma diminuição anual de 30%.

Nos pães de forma, o acordo prevê redução do teor máximo de sódio para 645 miligramas, até 2012, e para 522 miligramas, até 2014; enquanto que, nas bisnaginhas, o limite será de 531 e 430 miligramas, nas mesmas datas. Essas metas estabelecidas correspondem a uma redução de 10% ao ano.

Está previsto, também, o estabelecimento de metas, ainda em julho deste ano, para o pão francês, os bolos prontos, as misturas para bolos, os salgadinhos de milho e as batatas fritas. Até o fim de 2011, será a vez dos biscoitos (cream cracker, recheados e maisena), embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, lingüiça, salame e mortadela), caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, derivados de cereais, laticínios (bebidas lácteas, queijos e requeijão) e refeições prontas (pizza, lasanha, papa infantil salgada e sopas).

Segundo dados da Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) 2002/03, o consumo individual de sal, apenas nos domicílios brasileiros, foi de 9,6 gramas diários, o que representa quase o do dobro do recomendado pela OMS.

ESFORÇO CONJUNTO – O acordo estabelecido entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) é mais um resultado positivo da articulação e do esforço entre governo e indústria para aperfeiçoar a qualidade dos produtos disponíveis no mercado, como já ocorre no caso das gorduras trans. Essas ações integram o Fórum de Alimentação Saudável e mostra a preocupação do Ministério da Saúde com os padrões alimentares dos brasileiros.

Entre 2007 e 2010, um acordo entre o Ministério da Saúde e a Abia conseguiu retirar cerca de 230 mil toneladas de gordura trans ao ano dos alimentos processados. Estudo feito pela associação, em parceria com o governo federal, revelou que 94,6% das empresas ligadas à entidade, alcançaram a meta estabelecida em 2007, que limita a 5% de presença de gordura trans do total de gorduras em alimentos industrializados e 2% do total de gorduras em óleos e margarinas.

Para o presidente da Abia, Edmundo Klotz, o acordo representa "um compromisso entre governo federal e indústria para reunir esforços e trabalhar conjuntamente em ações de fomento à alimentação saudável, equilibrada e nutricionalmente adequada. Desta forma, a indústria se propõe a reduzir gradualmente o uso do sódio em seus produtos a fim de promover melhor qualidade de vida à população".

No termo de compromisso, o Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), compromete-se a elaborar o Plano Nacional de Redução do Consumo de Sal, a monitorar o teor de sódio nos alimentos processados, a acompanhar as tendências de consumo alimentar da população e a avaliar o impacto da redução desse consumo nos custos do Sistema Único de Saúde e na incidência de doenças crônicas.

ACORDO ABRAS – O ministro Alexandre Padilha também assinou acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e com a Anvisa, que vão constituir um grupo de trabalho conjunto para definir ações de proteção à saúde e para a promoção de estilos de vida saudáveis entre consumidores e trabalhadores do setor.

Entre as medidas a serem adotadas, está a adoção de campanhas informativas para o consumo consciente, para a promoção da alimentação saudável e da prática de atividade física, para o controle do tabagismo e a redução do uso abusivo de álcool e outras drogas, para a redução de acidentes de trânsito e estímulo à cultura da paz.

O acordo estabelece, também, o fomento a programas de atualização dos trabalhadores envolvidos com manipulação, fiscalização e produção de alimentos nestes estabelecimentos e a adoção de políticas internas de controle da qualidade de matérias-primas e seleção de fornecedores.