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sábado, 14 de abril de 2012

Finasterida e novas advertências de efeitos colaterais


A agência FDA (Food and Drug Administration) adicionou nas bulas uma advertências sobre a finasterida. As novas bulas informarão que alguns homens que tomaram o medicamento continuaram a ter efeitos colaterais sexuais depois que param de usar a referida substância.
Finasterida é usada para o tratamento de câncer de próstata e calvície. A substância tem sido associada a outros efeitos colaterais sexuais. O FDA disse que estava fazendo novas alterações na bula, porque alguns efeitos colaterais que foram observados depois que os pacientes não estavam mais tomando o medicamento.
Algumas bulas dizem que alguns homens que tomaram o medicamento tiveram a libido diminuída, distúrbios da ejaculação e distúrbios do orgasmo que persistiram depois que eles já não estavam tomando. As bulas vão informar que casos de infertilidade masculina e qualidade do sêmen que ficou melhor ou normalizada depois que os pacientes deixaram de tomar a droga.
A finasterida demonstrou reduzir o risco de câncer de próstata, mas, em Junho de 2011, a FDA alterou rótulo da droga com o aviso, que a finasterida pode aumentar o risco de um tipo mais grave de câncer da próstata.

terça-feira, 10 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Não deixe de visitar o seu dentista a cada seis meses.


Câncer de boca: um mal a evitar.

Ao ir ao dentista não só são observadas as patologias dos dentes e gengivas. O seu dentista é o melhor profissional para detectar câncer oral.

É recomendável que a cada seis meses você vá ao dentista fazer check-up da região oral. Na próxima vez que visitar o seu dentista, pergunte sobre o check-up relativo a câncer oral. Como profissional ele observa toda e qualquer alteração possa indicar este possível mal.

Ele vai observar caroços ou alterações de tecido irregulares em seu pescoço, cabeça, face e cavidade oral e examinar cuidadosamente os tecidos moles em sua boca, procurando especificamente por quaisquer feridas ou tecidos descoloridos. Embora você já viu este tipo de triagem, é uma boa idéia para confirmar que este rastreio é uma parte, e continuará a ser uma parte, de seus exames regulares.

Cada ano nos Estados Unidos, mais de 30.000 novos casos de câncer de boca são diagnosticados, e mais de 8.000 pessoas morrem da doença, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

A taxa de sobrevivência de cinco anos para o câncer oral é cerca de 50 por cento.

Se não for diagnosticada e tratada em seus estágios iniciais, o câncer bucal pode ser mortal. O tratamento para o câncer em estágio oral avançado pode levar à dor crônica, perda da função, após a cirurgia facial permanente e oral desfiguração. Quanto mais cedo o câncer for detectado e tratado, melhores serão os resultados.

Possíveis sinais do câncer bucal podem incluir: feridas sangrando; feridas que não cicatrizam; caroços, manchas difíceis, dor ou sensação de ter algo preso na garganta, dificuldade para mastigar ou engolir, dor do ouvido, dificuldade de mover a mandíbula ou a língua, rouquidão, dormência da língua, e mudanças na forma como os dentes se encaixam.

Não deixe de visitar o seu dentista uma vez a cada seis meses.

Óleo de coco ao invés de trazer benefícios, pode trazer malefícios


Cápsulas de oléo de coco
Cápsulas de oléo de cocô (Reprodução)
FONTE: Revista VEJA
O óleo de coco, seja na forma líquida ou na de pílula, é o emagrecedor da moda. Na forma de pílula, é ingerido duas vezes ao dia. Líquido, também pode ser ingerido ou usado no preparo de alimentos. Na Mundo Verde, uma rede de 205 lojas de produtos naturais espalhadas pelo Brasil, as vendas aumentaram 500% nos últimos 4 meses, mais do que qualquer outro produto. O frenesi não deve continuar por muito tempo. Vários alimentos, bebidas, sementes e produtos naturais caíram no esquecimento pela ausência de estudos científicos e resultados práticos que comprovassem sua eficácia. O caminho dessa nova moda parece ser o mesmo.

Saiba mais

COLESTEROL
O colesterol é importante para o organismo para sintetizar vitaminas e hormônios, mas eles não circulam livremente pelo sangue. Para fazer isso, é preciso que se juntem às lipoproteínas, como a  HDL (sigla para high density lipoproteins, ou lipoproteínas de alta densidade) e a LDL (low density lipoprotein, lipoproteínas de baixa densidade). A HDL impede que a LDL forme placas de gordura nas artérias que dão origem à aterosclerose, diminuindo ou obstruindo o fluxo sanguíneo, provocando infartos ou derrames.
ÁCIDO GRAXOS
São as moléculas que compõem a gordura, que pode ser encontrada na natureza em formato sólido (gordura) ou líquido (óleos). São formados por cadeias de carbono, que se ligam a moléculas de hidrogênios. Quanto mais ligações na molécula, mais saturada é a gordura.
GORDURA SATURADA
Aumenta o LDL no organismo, que se deposita nas artérias e eleva o risco de problemas cardíacos. Pode ser encontrada em frituras, carne vermelha e em laticínios em geral.
GORDURA INSATURADA
Diferente das saturadas, ajuda a reduzir os triglicerídeos, um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial, e a pressão arterial. Pode ser monoinsaturada ou poli-insaturada. Essa última pode ser, por exemplo, Ômega 3 e 6, que são os chamados ácidos graxos essenciais e são as gorduras encontradas em peixes, linhaça, castanhas e azeite.
O primeiro motivo é que nada — benefícios ou prejuízos — foi provado em relação ao óleo, o que basta para impedir que médicos responsáveis recomendem a substância como emagrecedor. Segundo Gláucia Carneiro, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e do ambulatório de obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as evidências científicas são insuficientes para que as pessoas contem com o óleo de coco para emagrecer.
Não há mal nenhum em usá-lo, em sua forma líquida, como substituto do óleo de origem animal ou mesmo do óleo de soja na preparação de alimentos. Ele faz parte do grupo de gorduras vegetais, mais saudável do que as animais. No entanto, é rico em gorduras saturadas. O azeite de oliva, por exemplo, tem gorduras insaturadas. Para cozinhar, tudo bem. Para emagrecer, fora de questão.

Sem comprovação — As pesquisas que encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido. Há quem atribua ao óleo de coco a condição de um termogênico, ou seja, algo capaz de aumentar a queima de calorias no corpo. Substâncias termogênicas estão presentes no café ou no chá verde, por exemplo, mas também podem ser encontradas em suplementos alimentares. Mas, de novo, nada foi comprovado.

Pesquisadores brasileiros da Universidade de Alagoas, em Maceió, publicaram no periódicoLipids, em 2009, um estudo sobre óleo de coco. Nele, 40 mulheres obesas de 20 a 40 anos seguiram, por 12 semanas, uma dieta com restrição calórica (menos consumo de carboidratos, mais ingestão de proteínas e fibras e semelhante consumo de gordura) e praticaram 50 minutos de caminhadas todos os dias. Metade delas ingeriu suplementos óleo de soja e as outras, de óleo de coco. Antes do início do estudo, as participantes apresentavam níveis de colesterol, índice de massa corporal (IMC) e medidas abdominais parecidas. Ao final da pesquisa, aquelas que consumiram óleo de coco apresentaram maiores níveis de HDL, o colesterol 'bom', e menores de LDL, o colesterol 'ruim', enquanto o outro grupo teve os dois tipos de colesterol aumentados. A redução do IMC foi observada nos dois grupos, embora somente o grupo do óleo de coco tenha reduzido a circunferência abdominal.

Os pesquisadores concluíram que dieta com suplemento de óleo de coco não aumenta os níveis de gordura no sangue e reduz medidas abdominais em obesos. Entretanto, eles também observaram que o suplemento pode induzir uma resistência à insulina. Os cientistas, no entanto, concluíram que outros estudos eram necessários para avaliar os efeitos do alimento a longo prazo.

Ilusão — Por causa de resultados controversos como esses, que indicam tanto benefícios quanto malefícios do óleo de coco, sem confirmar nenhum dado e estabelecendo a necessidade de novos estudos, os médicos acreditam que incluir óleo de coco na dieta como um suplemento alimentar não é seguro. "Nenhum estudo feito sobre óleo de coco tem qualidade que garanta segurança dos resultados, além de não ter sido publicado em revistas médicas de excelência", afirma Cíntia Cercato, endocrinologista da SBEM e do Hospital das Clínicas.

O endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e autor do livro Pontos Para o Gordo, é mais taxativo. "O óleo de coco é uma grande enganação. É rico em gorduras saturadas, ou seja, em excesso faz mal, e não tem nenhuma dessas propriedades sobre as quais as pessoas vêm falando. É uma gordura como outra qualquer: pode ser consumida, mas também é capaz de engordar o indivíduo", afirma.
O óleo de coco não precisa ser exterminado. Ele pode substituir outras gorduras, como manteiga, óleo de girassol e azeite, na preparação de alimentos, desde que haja bom senso. "A gordura não é proibida. O ideal é que ela represente, no máximo, 30% do total de calorias que consumimos ao dia, dependendo do tamanho, do peso e do estilo de vida do indivíduo. As gorduras saturadas, porém, não devem ultrapassar 7%”, diz o endocrinologista da SBEM e chefe do grupo de obesidade do Hospital as Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Márcio Mancini.
Mancini, porém, reafirma: para emagrecer, o óleo de coco é uma bobagem. "Quem compra essa ideia joga dinheiro fora, se ilude com um caminho fácil para a perda de peso e acaba se decepcionando."

terça-feira, 27 de março de 2012

Saúde Divinópolis: Saiba como tomar o anticoncepcional

Saúde Divinópolis: Saiba como tomar o anticoncepcional: No começo do mês de março, uma mulher de São Paulo teve seu pedido de indenização negado por ter engravidado tomando pílula anticoncepc...

Saiba como tomar o anticoncepcional


No começo do mês de março, uma mulher de São Paulo teve seu pedido de indenização negado por ter engravidado tomando pílula anticoncepcional. Inicialmente, a mulher alegava que fora vítima da "pílula de farinha", como ficou conhecido o lote da pílula Microvlar que não continha o princípio ativo que evita a gravidez. Entretanto, após análise médica, ficou comprovado o uso inadequado do remédio. "A autora relatou um método de usar a pílula totalmente impróprio, disse que tomava os comprimidos duas vezes por dia e parava nos finais de semana", diz o informe do Tribunal de Justiça.
Não são raros os relatos de médicos de que muitas mulheres, principalmente as mais jovens, tomam o anticoncepcional de forma errada. Por isso, o UOL Ciência e Saúde reuniu as principais dúvidas para você saber como tomar de maneira correta a pílula e evitar uma gravidez não desejada. Se você tiver alguma dúvida, deixe seu comentário.
Como a pílula deve ser tomada?
A pílula deve ser tomada diariamente, sem esquecimentos, preferencialmente sempre no mesmo horário. A primeira cápsula deve ser tomada no primeiro dia de sangramento menstrual. Algumas cartelas vêm com 21 e outras com 24 comprimidos, mas sempre deve-se seguir o ciclo de 28 dias.
Pode começar a tomar a pílula depois do primeiro dia do ciclo?
Sim, alguns países indicam o início do uso no quinto dia, mas o uso pode ser iniciado a qualquer momento. Entretanto, nestes casos, a contracepção só será evitada a partir do segundo ciclo.
Depois de quanto tempo a pílula faz efeito?
Se você começar a tomar no primeiro dia do ciclo menstrual, e tomar corretamente de acordo com o indicado pelo médico, já estará protegido. Se começou no meio do ciclo, é necessário esperar o próximo ciclo para total proteção.
Tem que tomar todo dia no mesmo horário?
As pílulas anticoncepcionais devem ser tomadas no mesmo horário, pois o tempo de ação de cada pílula é de aproximadamente 24 horas. Tomar em horários irregulares não necessariamente tira o seu efeito, mas pode levar a um fenômeno comum conhecido como spotting ou sangramento de escape, e até mesmo irregularidades menstruais, diz Gilberto Nagahama, coordenador do serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital San Paolo.
Em quanto tempo pode tomar a pílula esquecida?
O ideal é que se tome a pílula em até 12 horas após o horário de costume. Se o esquecimento for no começo ou no final do ciclo, há risco de gravidez e o ideal é usar outros métodos contraceptivos. Se o esquecimento for de duas ou mais pílulas, o indicado é iniciar uma nova cartela.
Qual a eficiência da pilula?
Segundo o índice de Pearl, se tomada corretamente, a pílula permite a gravidez de 0,1 a 1 mulher a cada 100.

Após algum tempo tomando anticoncepcional é necessária uma pausa?
Não, este é um conceito antigo. Não se recomenda parada do uso do contraceptivo, exceto se houver desejo reprodutivo.
Pode usar pílula amamentando? 
Sim. Os contraceptivos usados no período da amamentação são exclusivos para essa fase e têm como objetivo não interferir na qualidade do leite e, ao mesmo tempo, oferecer o efeito contraceptivo.
Pílula evita o contágio de doenças sexualmente transmissíveis?
Não,  esta relação não existe e a proteção deve ser feita única e exclusivamente pelo uso dos preservativos masculino ou feminino (camisinha), diz a ginecologista e obstetra Viviane Monteiro.
Outros medicamentos podem influenciar no efeito do anticoncepcional?
Sim, alguns antibióticos, anticonvulsivantes, retrovirais, antidepressivos e até mesmo inocentes fitoterápicos, como a erva de São João, podem interferir na eficácia da pílula. Por isso é indispensável consultar um médico antes de utilizar qualquer medicamento.
A menstruação é necessária para limpar o organismo?
Não. A menstruação é o resultado do funcionamento normal do organismo, mas existe muita confusão quando se trata da suspensão da menstruação por algum medicamento, como por exemplo anticoncepcionais. Neste caso, não ocorre acúmulo de sangue que, portanto, não precisa ser eliminado.
Quais os tipos de pílula?
Existem diversas opções de pílulas anticoncepcionais no mercado, com baixa dosagem de estrogênios; combinadas de estrogênio e progesterona, com doses variantes (ou não) ao longo do ciclo. Por isso, é essencial que o médico prescreva o anticoncepcional para cada caso.