É
muito comum o médico retirar um determinado medicamento da terapêutica de um paciente.
Muitas vezes não há comunicação entre o profissional prescritor e o
farmacêutico. Isto é comum em grandes hospitais.
Esta
é uma questão de segurança identificada pelos serviço de fármaco-vigilância de
alguns estados americanos. O Dr. Thomas Sequist, médico do Hospital Brigham and
Women e Harvard Vanguard Medical Associates em entrevista demonstrou
preocupação com esta questão.
Ele
e seus colegas examinaram 1.218 casos em 2009 onde os medicamentos dos
pacientes foram descontinuados pelos médicos de Harvard Vanguard. Descobriram que
1,5 por cento de todos os medicamentos descontinuadas houve a readministração
pelas farmácias hospitalares e que 12 por cento dos medicamentos que houve a readministração
causaram algum grau de dano potencial para os pacientes.
De
acordo com estudo, publicado em 20 de novembro a edição da revista Annals of
Internal Medicine foram constatados problemas graves, como pressão arterial
baixa; ou problemas menos graves como possíveis reações alérgicas ou náuseas e
vertigens.
A
implementação de prontuários eletrônicos ofereceram uma oportunidade de otimizar
os controles das interrupções de terapias medicamentosas. Dr. Adrienne Allen,
diretor médico da Associação para a Qualidade, Segurança e Risco da Região
Norte de Boston disse: -“Pesquisas futuras devem se concentrar em avaliar os
métodos para melhorar a comunicação entre os médicos e farmácias, para melhor
conciliar as listas de medicamentos, bem como explorar estratégias para
melhorar o conhecimento do paciente e consciência de seu regime de
medicação".
Esta
questão é grave dentro de um ambiente ambulatorial, imagine quando o paciente
vai ser atendido por farmácias públicas onde só existe a comunicação por uma
simples receita médica.

