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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Prontuários Eletrônicos e Segurança

É muito comum o médico retirar um determinado medicamento da terapêutica de um paciente. Muitas vezes não há comunicação entre o profissional prescritor e o farmacêutico. Isto é comum em grandes hospitais.
Esta é uma questão de segurança identificada pelos serviço de fármaco-vigilância de alguns estados americanos. O Dr. Thomas Sequist, médico do Hospital Brigham and Women e Harvard Vanguard Medical Associates em entrevista demonstrou preocupação com esta questão.
Ele e seus colegas examinaram 1.218 casos em 2009 onde os medicamentos dos pacientes foram descontinuados pelos médicos de Harvard Vanguard. Descobriram que 1,5 por cento de todos os medicamentos descontinuadas houve a readministração pelas farmácias hospitalares e que 12 por cento dos medicamentos que houve a readministração causaram algum grau de dano potencial para os pacientes.
De acordo com estudo, publicado em 20 de novembro a edição da revista Annals of Internal Medicine foram constatados problemas graves, como pressão arterial baixa; ou problemas menos graves como possíveis reações alérgicas ou náuseas e vertigens.
A implementação de prontuários eletrônicos ofereceram uma oportunidade de otimizar os controles das interrupções de terapias medicamentosas. Dr. Adrienne Allen, diretor médico da Associação para a Qualidade, Segurança e Risco da Região Norte de Boston disse: -“Pesquisas futuras devem se concentrar em avaliar os métodos para melhorar a comunicação entre os médicos e farmácias, para melhor conciliar as listas de medicamentos, bem como explorar estratégias para melhorar o conhecimento do paciente e consciência de seu regime de medicação".
Esta questão é grave dentro de um ambiente ambulatorial, imagine quando o paciente vai ser atendido por farmácias públicas onde só existe a comunicação por uma simples receita médica.